Perdão, arma dos corajosos

July 21, 2010 at 1:29 am (Uncategorized)

Eu perdoar, como? Só Deus pode perdoar! Quantas vezes devo perdoar?

“A maior arma dos corajosos é o perdão” é uma expressão que acabo de criar para associar como este ato é tão desafiador e quanto mais aliviador ao mesmo tempo.

O que diria uma mãe que vê o assassino de seu filho, quando se depara frente a frente com o indivíduo? A arma dela, a sua vingança é o seu perdão.

Já vi mães nessas situações perdoarem, e elas vencem o pior de todos os inimigos da alma delas, a mágoa e a dor que essa mágoa lhe produzem. O perdão é uma arma contra a própria morte. Porque se a morte teve o poder de gerar a dor, o perdão tem o poder de gerar a paz.

O que dizer então de separações, de desuniões? Elas também causam muita dor. Elas passam os limites da distância e atrofiam a alma. O acordo e a reconciliação é como conectar novamente a alma com o próprio corpo, é pisar novamente no chão para prosseguir com aquilo que não devia ter acabado e com alguém que não deveria ter desenlaçado.

Alguns dizem que perdoar é esquecer. Então outros questionam como pode-ser esquecer algo que lhe feriu, sendo que elas inevitavelmente deixam suas marcas? Acontece, que perdoar não é meramente esquecer, mas criar uma ponte para a cura da dor através da amor. De fato é necessário esquecer a dor, mas não literalmente, até que a dor seja curada por si mesmo, estabelecendo um nova oportunidade, livre do passado, para geração de novos frutos para a vida.

O maior exemplo de perdão é Jesus, e como no início do texto, também já perguntaram a Ele: “Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas, até setenta vezes sete.” Mt 18.21 e 22.

Não é tão fácil usar essa arma, e ainda mais, continuamente como Jesus disse, mas Deus dá força para levantarmos essa arma pesada para aquele que se encoraja a usá-la. Mas essa arma é poderosa para aniquilar grandes inimigos da nossa alma.

Raul de Albuquerque.

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Sonhar é voar

June 4, 2010 at 11:24 pm (Uncategorized)

Por mais que sonhar não seja o verbo mais utilizado daqueles que se contentam com a vida que levam, ou não geram perspectivas para suas realizações, ainda assim, estes mesmos possuem denominados desejos chamados de sonhos que precisam ser despertados ou explorados e fazer deles um alvo a percorrer. Uma vida com propósitos é aquela que sonha e percorre o que se sonha, e mesmo que não alcançado, o sonho se torna a vontade e a força que nos leva a chegar em algum patamar da vida.

Há um livro que marcou a minha vida quando eu completei minha maioridade que é chamado “O Doador de Sonhos”, através dele aprendi que mais do que sonhar, e mais que a importância de correr atrás do sonho, sonhar é um sinal de que a vida não é a toa, mas que há um propósito de existir.

Um ditado que li uma vez em uma dessas frases de orkut foi: “Sonha um sonho real, e faça-o acontecer”. Outra vez em um nick de msn estava digitado: “Enquanto você sonha, eu realizo”. Essas frases de efeito dá margem a uma discussão sobre até onde sonhar é bom e até onde ela pode deixar de ser um verbo estimulador e tornar-se uma atitude que leve à paralisação de nossas realizações.

Como descansar o corpo e a mente para uma nova energia a cada dia, ou uma revisão periódica de algum planejamento de alguma atividade, também na carreira por um sonho, devemos sempre dar um tempo e rever as reais motivações, estratégias e oportunidades, para não acontecer de nos encontrarmos correndo atrás de algo que verdadeiramente não seja a nossa satisfação interior, ou correndo atrás da forma ou no lugar e espaço que não está na direção correta para a concretização dela.

Um cuidado muito grande é quando nos vemos correndo em sentido contrário ao que sonhamos. Existe um versículo bíblico que diz: “Porque a carne anseia contra o espírito, e o espírito contra a carne, e se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis” Gl 5.17. E é assim que funciona quando alguém faz algo mas é infeliz fazendo, mesmo que isso lhe traga alguma satisfação momentania, ou periódica, mas não é o que realmente ela sonhou para a sua vida. Mas aquele que decide viver seu sonho, é plenamente satisfeito, e mesmo que não momentaneamente, este sabe que só será pleno e realizado quando alcança-lo.

E quem disse que não é possível? Posso chegar a associar sonhar com fé. E se fé é a certeza das coisas que se esperam e a prova daquilo que não se pode ver, está aí um grande desafio, fazer dessa força e energia que é o verbo sonhar um voo para a realidade concreta da plenitude de nossa existência. E como vale a pena a luta de um sonhador quando ele chega até o seu lugar.

Raul de Albuquerque.

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Escolha ou Destino?

May 13, 2010 at 4:42 pm (Uncategorized)

A vida é feita de escolhas. A cada segundo que respiramos tomamos escolhas.

Em um mundo de oportunidades, temos a liberdade de seguir tanto um caminho como a outro, em um simples ato decisório ou cotidiano.

Podemos até ter a liberdade de decidir em sermos livres ou escravos, pelo incrível que pareça.

Apesar das palavras “liberdade” e “livre” serem sinônimas, existe uma pequena diferença entre elas. Liberdade está mais designado a autonomia e independência, e a palavra livre se configura geralmente a absolvição.

Diante desta interpretação eu tenho liberdade de ser livre do que me prejudica, e também a ser escravo de algo que me beneficie.

Hoje em dia, somos escravos daquilo que nos toma o maior tempo de nosso dia-a-dia, como um emprego ou uma faculdade, mas é uma escravidão que nos trará um benefício. Ao mesmo tempo, temos a liberdade de sermos livres de um emprego ou faculdade que porventura esteja nos prejudicando.

Antes de qualquer escolha, primeiro temos que entender essa liberdade de escolha, sem ignorar que para toda boa escolha é necessário muitas vezes renunciar outra, ou mesmo entender que há um preço para qualquer boa escolha.

Muitas vezes, uma escolha ainda depende de uma oportunidade, outras vezes ela depende unicamente de uma decisão, mas sempre em todas elas você sempre é o protagonista.

Uma visão pessoal

Na minha visão pessoal, quando uma decisão está associada a escolher entre o bem e o mal, você é o protagonista que escolhe o próprio roteiro, já quando ela está relacionada a uma boa ou má decisão mas que dependa ainda de uma oportunidade para que ela aconteça, você pode não estar escolhendo o seu roteiro, mas ainda assim sempre você é o protagonista da sua própria história.

Muitos acreditam em destino, outros em acaso. Eu acredito que as oportunidades é o destino, mas que em um acaso podemos deixar escorregá-las de nossas mãos.

Deus é controlador do Universo, das leis físicas pelas quais ele próprio estabeleceu, e pode intervir sim sempre em nossas vidas, mas nunca age como ditador e na maioria das vezes suas próprias leis estabelecidas se encarregam de dar o percurso certo do nosso destino em relação às nossas próprias escolhas.

Uma atitude de agradar a Deus em suas escolhas, é como deixar que a própria lei estabelecida por Ele nos dê um percurso para chegar a um destino glorioso.

Talvez seja agora um momento oportuno para você também começar ou recomeçar a tomar a escolha de agradá-Lo.

Raul de Albuquerque.

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ahaziv – ראכונסטראו

May 4, 2010 at 2:28 pm (Início)

Um novo tempo.

Existem momentos na vida quando precisamos voltar ao passado, destruir as mágoas e os traumas, e fazer dele fases de lembranças e recordações.

Reconstrução, essa é a tradução da palavra ahaziv. Ahaziv é uma palavra em hebraico.

Aprender hebraico é um marco pra mim nessa nova fase, pois vou poder aprender essa língua com um casal de judeus que conheci por um impulso muito forte de ajudá-los em uma de suas maiores provas. Hoje fazem parte da minha vida. Quem quiser conhecer essa história, posso contar porque ela é realmente incrível.

Uma reconstrução, não é uma reforma, mas ela significa ter que destruir aquilo que está velho, empoeirado, enferrujado, inutilitário, para levantar uma construção nova que seja bem aproveitada e próspera.

Um tempo novo,  sem a perda da essência.

O âmago nunca se perde, se esquece, quando se renova tem o poder de criar uma força de expressão exuberante.

Nos vemos por aí.

Raul Albuquerque.

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